Diário da Endometriose

Esse blog é bem legal, ela conta todo caminho percorrido até a cura, um trecho para vocês….

 

Meu tratamento contra a endometriose

4 de janeiro de 2014

Há cinco anos, recebi o diagnóstico de câncer. Era endometriose profunda, infiltrativa, grau IV, espalhada por toda cavidade abdominal. Perdi meu ovário direito, tive crises de dores terríveis, emagreci, tornei-me infértil, adoeci gravemente. A fraqueza do meu corpo, meu abatimento e dores eram visíveis. Haveria algum tratamento capaz de recuperar um organismo tão abatido pela doença? Decidi mudar meu estilo de vida. Encontrei um novo caminho. Os focos de endometriose diminuíram, a dor desapareceu, a saúde voltou, como se jamais eu tivesse ficado tão doente. Por fim, em 2013, engravidei naturalmente.

Conto minha história neste blog. Neste texto, coloquei em tópicos todo o meu tratamento, meu novo modo de viver. Há links para textos que escrevi no blog. Além desse resumo geral, há no blog inúmeros textos e experiências de outras leitoras que compõe uma história de cinco anos de lutas, desafios e recompensas. Estou curada da endometriose, mas essa cura existe tanto quanto persisto neste caminho de mudanças e novos conhecimentos. Saúde, em seus diversos aspectos, é o que desejo para todas nós diante das inúmeras lutas que precisamos enfrentar. É possível, sim, vencer a endometriose.

 

Site: http://endometrioma.blogspot.com.br/

Yoga Para a Saúde Do Ciclo Menstrual

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Este livro oferece um programa completo de posturas de yoga criado especialmente para promover a saúde da mulher, além de apresentar as últimas novidades da medicina sobre alimentação e estilo de vida. Contém ainda informações sobre meditação e técnicas de respiração que aliviam os sintomas que muitas mulheres sentem, entre eles – TPM; cólicas menstruais; fluxo intenso; inchaço e dores causadas pelos fibromas uterinos; dores causadas pela endometriose e pela doença inflamatória pélvica. Pense neste livro como um guia – ele pode levar você a ter uma melhor saúde física e psicológica, além de experimentar a sensação de estar em contato com o seu corpo de uma forma positiva.

O que é a endometriose?

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O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual, e onde o óvulo depois de fertilizado se implanta. Se não houve fecundação, boa parte do endométrio é eliminada durante a menstruação. O que sobra volta a crescer e o processo todo se repete a cada ciclo.

Endometriose é uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

Endometriose profunda é a forma mais grave da doença. As causas ainda não estão bem estabelecidas. Uma das hipóteses é que parte do sangue reflua através das trompas durante a menstruação e se deposite em outros órgãos. Outra hipótese é que a causa seja genética e esteja relacionada com possíveis deficiências do sistema imunológico.

Sintomas

A endometriose pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, merecem destaque:
* Dismenorreia – cólica menstrual que, com a evolução da doença, aumenta de intensidade e pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
* Dispareunia – dor durante as relações sexuais;
* Dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação;
* Infertilidade.

Diagnóstico

Diante da suspeita de endometriose, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultra-som endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende da realização da biópsia.

Tratamento

A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos.
Mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.
Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Recomendações

* Não imagine que a cólica menstrual é um sintoma natural na vida da mulher. Procure o ginecologista e descreva o que sente para ele orientar o tratamento;
* Faça os exames necessários para o diagnóstico da endometriose, uma doença crônica que acomete mulheres na fase reprodutiva e interfere na qualidade de vida;
* Inicie o tratamento adequado ao seu caso tão logo tenha sido feito o diagnóstico da doença;
* Saiba que a endometriose está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restabelecida com tratamento adequado.

Dr. Drauzio Varella

MEU DEPOIMENTO

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Meu diário da endometriose

 

Eu descobri a endometriose com 22 anos no dia 11/2005 com a Dra Dinorah Sinatora, não foi descoberto antes por erro médico e falta de conhecimento sobre o assunto pelo mesmo.

 

Fiz a laparoscopia da endometriose no dia 09/03/2006 com urgência com o Dr Mário Rovery e o meu foi diagnosticado como tipo III, tomei a injeção zoladex no dia 10/03/2006, fiquei 3 meses sem menstruar, depois comecei com Cerazetti e voltei a menstruar no dia 23/02/2007, hoje tomo o remédio Femiane e ainda estou na luta pela cura FOREVER, é uma doença muito dolorida pela falta de informação e orientação entre os médicos, não sabem como é causada, como evitar e curar, mas tenho FÉ que o dia da CURA chegará.

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ   Somos portadoras da fé, luta, perseverança, amor e esperança. Somos guerreiras!!!   Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

Endometriose, Dor crônica, Perseverança e Fé.

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A Todas as Mulheres

Livro sobre endometriose, Portadora há 24 anos Maria Helena descreve como é viver com esta doença enigmática, típica dos habitos de vida moderno, ela mostra os bastidores da vida com endometriose, principalmente para ajudar outras portadoras junto a seus familiares e amigos. Aqui você vê a endometriose sem mascaras, com tudo que ela afeta e destroi.O livro tras relato, depoimentos dicas e informações.

Endometriose, depressão, dor crônica, infertilidade.

Aos cristãos

Mostra como Deus se faz presente em nossa vida e que Ele faz milagres como fez ontem, cuidando de cada detalhe de nossas vidas.Ele fez e faz maravilhas, quem quiser saber e conhecer é só ler O Sequestro de Uma vida. Deus é detalhista com os filhos Dele.

Uma abordagem integrada da Endometriose

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A endometriose é uma das doenças mais complexas e misteriosas para a mulher e em conseqüência para seus familiares. Este  livro foi escrito com o intuito de unir informações dos estudos nas áreas de Fisiologia, Genética, Epidemiologia juntamente com dados recentes dos possíveis tratamentos. É uma abordagem que, no decorrer dos capítulos, através das diversas bibliografias utilizadas, foi possível explanar sobre os primeiros indícios dos casos de endometriose, o surgimento das diferentes teorias, sintomas, tratamentos clínicos e cirúrgicos, a relação dos hormônios e endometriose, a identificação de fatores de risco e fatores de proteção para o desenvolvimento da endometriose, além de uma melhor caracterização da população acometida e a relação dos genes candidatos para a endometriose.

Melhores Mulheres – Você sabe o que é endometriose?

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O endometrio é tecido que cobre a parede do útero ao longo do mês e se transforma em menstruação. Quando este tecido aparece fora do corpo uterino é que ocorre a endometriose, uma das principais causas de dores pélvicas e de infertilidade feminina. E que, infelizmente, tem se tornado mais comum em nosso mundo moderno, aonde mulheres mentruam cada vez mais cedo e tem menos filhos.

Outro fator triste desta história é que tem muita mulher sofrendo à toa por uma doença já identificada em 1690! E isso porque as próprias não levam a sério os sintomas ou encontram pela frente médicos que também não o fazem – a cólica é comumente encarada como “coisa de mulher” e não é levada a sério.

Ontem estive, à convite da AstraZeneca, no Hospital Sírio Libanês conversando com os especialistas Dr. João Dias Junior e Dr. Maurício Abraão falando sobre a Endometriose, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento correto.

Por isso é importante que a mulher realmente leva a sério seus sintomas e não aceite meias verdades – sei que é muito comum nos sentirmos intimidadas em um consultório médico, afinal, ele sabe mais do que a gente sobre doenças. Mas devemos lembrar que também é função dele nos esclarecer completamente, de maneira que não tenhamos dúvidas sobre o que temos, os tratamentos possíveis e as consequências de nossas opções.

A endometriose é assunto sério sim, não só por, muitas vezes, impedir que uma mulher viva plenamente, mas também porque aumenta o risco do câncer e de doenças auto-imunes.

Os primeiros estudos sobre a endometriose datam da década e sessenta. Em 1997 ela atingia aproximadamente 15% da população feminina,  número que pode chegar a 30% atualmente, sendo responsável por 10% das internações ginecológicas.

A doença, causada por fatores genéticos – existem pesquisas que relacionam seu surgimento a uma falha cromossomica que ocasionaria uma permissão do sistema imunológico para sua ocorrência – também é influenciada por fatores ambientais e psicológicos. Apesar de não comprovado, é sabido que o stress da vida moderna pode agravar o problema – minha opinião pessoal é que a mulher, dividida entre suas muitas tarefas, pode, muitas vezes, ignorar os sintomas levando a um diagnóstico tardio. Estudos mostram que, quando o diagnóstico ocorre, a mulher já apresentava a doença há mais de sete anos.

Outro fator relacionado a vida moderna e que influencia diretamente na gravidade da doença está relacionado ao fato de que, hoje, as mulheres menstruam quase que 400 vezes ao longo da vida, enquanto no passado esse número era próximo de 40.

A melhor forma de diagnóstico une os exames clínicos (exame do médico mais diagnóstico laboratorial e exames de imagem, preferencialmente a ultrassonografia transvaginal) a laparoscopia. Infelizmente, na realidade nacional, os exames mais precisos estão longe do alcance da maior parte da população e mesmo para quem possui bons planos de saúde nem sempre é fácil a autorização para realizá-los.

O Brasil, em função das dificuldades citadas, acabou por se tornar pioneiro no diagnóstico sem a necessidade da laparoscopia, tendo sido um dos primeiros a tentar identificar marcadores para a doença e  a usar o ultrassom transvaginal e ressonância magnética no diagnóstico. No entanto, esses métodos ainda não são tão efetivos quanto a laparoscopia.

Os cinco sistomas da doença: cólica menstrual severa, dor na relação sexual, sintomas intestinais durante a menstruação, dor para urinar durante a menstruação, dores entre as menstruações e infertilidade. Se você possue todos ou alguns deles é hora de procurar um médico. Não aceite a indicação de remédios que funcionaram para outras mulheres, é sempre importante lembrar que cada caso é um caso.

O tratamento pode se dar de forma clínica, com acompanhamento constante e o uso de remédios e hormonios, como de forma cirúrgica. Segundo o Dr. Maurício, no mundo ideal a mulher sofreria uma única cirugia e então passaria a usar do tratamento com hormonios. No evento em questão ouvimos o depomento de Luana, portadora da doença que apresentou os primeiros sintomas ainda na adolescência e só foi diagnósticada muito mais tarde, que já passou por cinco cirurgias. No seu caso o tratamento com hormônios é muito difícil, o que faz com que a doença retorne após um ano da cirurgia, em média.

Muitas mulheres com a doença chegam a não trabalhar ou a não sair da cama no período menstrual por causa das dores, o que pode também afetá-las psicologicamente – a depressão é comumente associada a doença.

Justamente por se tratar de uma doença relativamente comum e de diagnóstico muitas vezes complicado é que é importante a realização de campanhas de esclarecimento: quanto mais gente souber de sua existência, sintomas e consequências, mais pessoas procurarão por médicos, o diagnóstico acontecerá mais cedo e o tratamento mais efetivo.

A endometriose é hoje apontada como causa de 40% dos casos de infertilidade feminina, já que, além da doença criar aderências e distorções, chegando a obstruções tubárias, a paciente ovula menos vezes, produz menos hormonios que garantem que o endometrio seja mantido, pode apresentar a toxicidade aos espermatozóides, tem alterações na função de celular do sistema imune e na produção de citocinas e anticorpos.

A endometriose chega a reduzir em 50% a chance de uma mulher engravidar, sendo que, aos 35 anos, uma paciente de endometriose tem só 5% de chance de engravidar. Uma laparoscopia bem aplicada pode aumentar em até 30% a chance de uma paciente engravidar.

No caso da doença mais avançada mesmo com um cirurgia adequadamente realizada ela ainda terá somente 33% de chance de engravidar no ano seguinte. Já a a definição do melhor metodo de fertilização leva em conta a fase da doença e os outros fatores relacionados, ressaltando a importância do acompanhamento médico adequado.

Para saber mais sobre o assunto vocês também pode acessar o site do Dr. Maurício no endereçowww.endometriose.net e o Portal da Endometriose.